sexta-feira, 24 de junho de 2011

Saudades...

Não consigo escrever nem sequer falar. Sinto-me confusa, sinto a minha cabeça a roda por não encontrar as palavras certas para agradecer ao meu amigo das horas solitárias, o mar.
Sinto saudade de me sentar ao teu lado, à beira-mar e partilhar contigo todos os meus medos, os meus erros, os meus amores. Só tu guardavas contigo as lágrimas que me caiam rosto abaixo e tu as levavas contigo. Eras o meu reconforto nas horas vagas, que sussurrava o meu nome no rebentar de cada onda que me refrescava os pés.
Foste e continuas a ser para mim o meu mestre. Sim. Foi contigo que aprendi a ser livre, foi contigo que encontrei a minha verdadeira essência .
Gostava quando o meu perfume se entrelaçava com o cheiro a maresia, que vinha ao encontro daquela brisa fresca que me limpava o rosto.
Também me pregas-te sustos, quando me tentavas levar contigo para longe de tudo e de todos, não é que me importasse, mas fico bem em terra. Contudo essas tuas partidas, foram para mim como lições. Lições estas que nunca as esqueci e relembro sempre que tenho tempo para pensar em ti.
Óh mar tenho saudades de te ver, de te sentir, de falar contigo. Hoje feita mulher, sei que a nossa relação nunca esvaneceu e anseio o momento de te ver, apesar de tu me teres ensinado que a ansiedade é para os fracos, e eu isso não sou.
Sei que ao fim de tantos anos em terra, sempre tive o sonho de flutuar contigo por águas longínquas, sempre quis aprender a conquistar meio mundo, como tu conquistas-te as terras e os tesouros que guardas no pano verde que te reveste.
Não vou chorar, porque tu me ensinas-te a sorrir, não vou perder, porque tu ensinaste-me a vencer as minhas batalhas, não vou sofrer porque tu ensinaste-me a ser feliz, não vou morrer porque tu ensinaste-me a viver, mas se algum dia fores embora e ficar sem ti meu amigo , vou chorar, perder, sofrer, morrer porque tu nunca me ensinas-te que o tempo leva as pessoas de quem mais gostamos.

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